domingo, 25 de outubro de 2009

"[...], é aquilo em que a humanidade acredita que modela o mundo e toda a realidade [...]"

Sábias palavras ditas por Merlim, em As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley, (Fazer referência não é o meu forte, minha nota em metodologia que o diga).


Enfim, é isso não é? Levando em conta que, o que se aplica ao todo, se aplica a cada parte individualmente (ficou redundante?=p)... Se eu acreditar que foi o Papai noel quem criou o mundo, pra dar de presente pro Coelhinho da Páscoa depois que eles se casaram... Essa vai ser minha realidade e você não tem nada a ver com isso, né não?... Coisa estranha... Se fosse assim todo mundo era feliz.. Se bem que, o mais infeliz é aquele que chega ao ponto de questionar sua própria crença, sacaram a profundidade da coisa? Não conseguir crer nem em você mesmo...

Estou muito perturbada, melhor parar de pensar por hoje, alguém sabe onde desliga isso?
Acho que encontrei o eixo dos meus problemas.
Quando eu era mais jovem, eu tinha o meu mundo, ele era perfeito, minha visão da vida era extremamente romântica, realidade pra quê? Eu via o resto do mundo através do meu mundo.
Até que um dia eu acordei. Foi como se alguém me sacudisse, dizendo "Você precisa sair desse lugar!!". E eu resolvi atender esse chamado. Não que eu tenha abandonado esse meu mundo, ele esta sempre comigo (coisa romântica!), não! Eu apenas resolvi procurar outra forma de encarar a vida, uma nova e verdadeira realidade, se é que ela existe (duvido muito).
Acabei indo longe demais.
Por que eu sempre acabo olhando para o mundo pelo lado de fora. Não levo em consideração que eu faço parte disso tudo e devo reconhecer a minha insignificância, ja que sou só uma entre milhões. Tenho que parar de encarar a vida desse modo. Olhando desse modo, vejo coisas que estão muito além do meu alcance, e isso me desgasta, me deixa pirada na verdade.
Se eu desse importância só para o que eu posso ver, seria bem mais fácil. As respostas para minhas perguntas estariam mais próximas. Ou não. Acho que eu nunca vou saber... Afinal, modestamente, meu mundo é perfeito demais para que eu admita que ele é apenas parte de um todo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

...

Sabe a fase do "Por que", pela qual toda criança passa? Acho que estou vivendo-a novamente, um pouco mais desenvolvida... Ou não! Afinal, quem disse que o meu "Por que eu continuo vivendo desse jeito?" tem maior relevância para mim, do que o "Por que o céu é azul?" ou até mesmo o "Por que eu tenho que tomar banho?" para uma criança... Enfim, isso não faz sentido, por que escrevi isso?

sábado, 3 de outubro de 2009

Labirinto.

"Ando tão a flor da pele
Qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão a flor da pele
Que o teu olhar, flor na janela, me faz morrer
Ando tão a flor da pele
Meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão a flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final..."
[Zeca Baleiro]



A flor da pele, é exatamente assim que eu me sinto. Choro por qualquer coisa, qualquer besteira me sensibiliza.
Assisto minha vida, e a "vontade de não ser" só aumenta... Assisto ao mundo, e só o que sinto é decepção . O que? Por que? Pra onde vocês estão indo? Ninguém vê? Ninguém se da conta?
Me sinto em um labirinto, pra onde quer que eu olhe, só há paredes, não vejo saídas. Me vejo andando por aí, procuro essa saída, mas nem sei se ela realmente existe! Procuro um fim, um começo, uma reposta. Até que chega um momento, como agora, que me sento, e apenas observo, entrei mais uma vez num beco sem saída. Sei que atrás de mim há milhares de pessoas, algumas correm, só correm. Outras andam, distraídas, acho que nem se dão conta de onde estão... E há as que caminham cuidadosamente, como medo, calculam cada passo...
Eu sei que amanhã ou depois, vou me levantar, dar meia volta e seguir 'em frente'. Vou comemorar quando encontrar um corredor com a passagem livre, e lamentar quando surgir um obstáculo... Mas a razão eu não sei... Eu nunca sei.