sábado, 3 de outubro de 2009

Labirinto.

"Ando tão a flor da pele
Qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão a flor da pele
Que o teu olhar, flor na janela, me faz morrer
Ando tão a flor da pele
Meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão a flor da pele
Que a minha pele tem o fogo do juízo final..."
[Zeca Baleiro]



A flor da pele, é exatamente assim que eu me sinto. Choro por qualquer coisa, qualquer besteira me sensibiliza.
Assisto minha vida, e a "vontade de não ser" só aumenta... Assisto ao mundo, e só o que sinto é decepção . O que? Por que? Pra onde vocês estão indo? Ninguém vê? Ninguém se da conta?
Me sinto em um labirinto, pra onde quer que eu olhe, só há paredes, não vejo saídas. Me vejo andando por aí, procuro essa saída, mas nem sei se ela realmente existe! Procuro um fim, um começo, uma reposta. Até que chega um momento, como agora, que me sento, e apenas observo, entrei mais uma vez num beco sem saída. Sei que atrás de mim há milhares de pessoas, algumas correm, só correm. Outras andam, distraídas, acho que nem se dão conta de onde estão... E há as que caminham cuidadosamente, como medo, calculam cada passo...
Eu sei que amanhã ou depois, vou me levantar, dar meia volta e seguir 'em frente'. Vou comemorar quando encontrar um corredor com a passagem livre, e lamentar quando surgir um obstáculo... Mas a razão eu não sei... Eu nunca sei.

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