terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Se


Sabe...

Eu não sou daquele tipo.
Dos que falam quando sentem. Que fazem sempre que têm vontade. Que não param pra pensar...

Mas e se eu fosse?
Se eu tivesse te beijado quando tive a oportunidade? Se eu não esperasse seja lá o que for... Se eu tivesse te dito quando me dei conta do que significa tudo o que eu sinto? Se eu não pensasse em cada maldita consequência. Se eu não fugisse.

Seria diferente? Você estaria comigo? Daria certo?
Não sei. Quem sabe? Ninguém.

Porque no final das contas... Eu não sou desse tipo.
Eu não sou o seu tipo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

É possível amar alguém com os olhos fechados?

   - Com medo de abrir os olhos e descobrir que nada do que você quer estar vendo existe?
É possível amar alguém através das palavras?
   - Sabendo que estas palavras são ditas exatamente para que você não sinta o que está sentindo?
É possível amar alguém a distância?
   - Mesmo estando tão próximo fisicamente?

domingo, 17 de abril de 2011

W.A.R.

Já aconteceu de você descobrir que seu objetivo era "Destruir o exército vermelho"... Mas em seguida perceber que VOCÊ era o exército vermelho?

Então... Foi mais ou menos isso.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Romances são idiotas.

Oras, é claro que são!

Não! Não sou insensível... Só sou realista...

Tudo porque eu sei que no final você não vai vir correndo na minha direção e segurar minhas mãos... Você não vai dizer que me ama acima de tudo e que vai fazer de tudo pra ficar comigo, então eu não vou sussurrar  "você não sabe quanto tempo esperei para ouvir isso" enquanto lágrimas escorrem dos meus olhos,  você não vai me beijar e sorrir contra meus lábios depois disso... E definitivamente não estará chovendo sobre nossas cabeças enquanto tudo isso acontece.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Era isso que você queria?

Você lembra muito bem.

No entusiasmo de um novo inicio, você olhava em todas as direções. Procurando algo. Procurando alguém. Você não era inocente. Nada inocente. Você sabia o motivo pelo qual examinava todos os rostos... Mas qual eram as chances de você encontrar o que buscava?
Então você viu, de longe em um primeiro momento. Algo fez você se aproximar. Mesmo sem trocar uma palavra, mesmo sem nem ao menos saber seu nome... Você sabia, tinha algo ali. Você tinha que descobrir o que era.  Céus, seu sexto sentido quase nunca falhava, e ele disse pra prestar atenção naqueles olhos.

Aqueles olhos.

Você enxergou algo naqueles olhos pouco depois, quando finalmente se falaram, poderia ser a mesma curiosidade que você sentia, poderia ser só encanto pela nova situação.  Fosse o que fosse, aqueles olhos te atraíram logo no primeiro momento. Não só olhos, claro, sua mente pervertida não deixaria você reparar só neles, mas eles eram só o que você podia ver ao serem colocados pelo destino exatamente na sua frente naquela mesa.

Enquanto vozes de experiência e vozes de entusiasmo de recém chegados se misturavam ao seu lado, você reparou que aqueles olhos olharam muitas vezes na sua direção,  mas você não podia lê-los. Você queria descobrir  o que aquilo significava, mas você tinha receio, claro, o álcool poderia estar fazendo efeito, e você fantasiando tudo. Mas na volta pra casa, você ouviu seu amigo dizer que tinha reparado em uma pequena troca de olhares, ele completou a frase com um  "vai dar merda". Tipico. No ponto.

O tempo passava. Proximidade. Brincadeiras. Contato. Mas você ainda não conseguia ler aquele olhar. No fundo você sabia o que ele significava. Mas o receio tomava conta de você. Você não queria se iludir.

 Até que você descobriu.

Suas suposições não estavam erradas.
Aquele olhar significava exatamente o que você queria que significasse. E isso era mais assustador do que você julgava que seria.
Claro que era assustador! O poder que ele tinha de te transformar...
Afinal  onde estava toda aquela segurança adquirida ao longo do tempo: Agora você se sentia corar apenas ao ouvir um oi? Aquilo não era você, céus, era só um olhar, o suficiente pra te desconcertar?

Seus amigos perceberam. O inferno! Até quem não era muito próximo percebeu. Mas você se negou a  aceitar, claro! Você nem poderia aceitar, já que não era possível. Você sempre soube que era impossível, afinal.

Você pegou a distância que precisava. A distância para ficar em segurança. Mas distância suficiente também para ter pequenos vislumbres daquele olhar, como um lembrete para  não esquecer.

O tempo passa mais rápido. Você tem mais coisas para se preocupar. Você vê várias coisas saindo do controle na sua vida...
Você não tem mais tempo para aquele olhar...
Até por que você tem outros olhares com que se preocupar também.
Mas você não esquece aquele, mesmo que você não o veja.

Você sabe que agora mantém a distância que era necessária para manter os dois lados seguros. Mas você também sabe que não era toda essa distância que você queria.

Não era isso que você queria.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Parabéns, atrasado.

Havia uma garotinha. Ela devia ter no máximo 8 anos.
Ela estava no patio da escola. Era hora do recreio.
Sabe, ela sempre se sentiu diferente das outras crianças.
Ela era mais quieta.
Ela era encantada com o próprio mundo que havia criado em sua imaginação.
Ela achava as outra crianças chatas, nunca teve uma conexão com qualquer uma dali.
Podia dizer que se sentia sozinha ali. Olhava em volta e sentia falta de alguém que realmente a olhasse.
De repente ela olha ao longe, havia um silhueta conhecida. Ela corre na sua direção e da de cara com aqueles olhos e sorriso, já conhecidos desde que ela podia se lembrar.
"Oi" Ela agarra na cerca
"Oi, tudo bem? O que você está fazendo?"
"Nada. Brincando"
"Você esta com fome? Quer dinheiro pra comprar alguma coisa?"
A menina não responde. Pode parecer mentira, mas ela realmente se incomodava em dar trabalho ou despesas para quem não precisava fazer isso por ela.
"Toma, compre um doce, um lanche, alguma coisa"
As pequenas mãos pegam o dinheiro oferecido.

Depois de mais algumas palavras, a menina sai correndo na direção da cantina. Ela sorri.
Ela não sorri pelo dinheiro, ou por que realmente tinha fome. Não. Se ela quisesse ela já tinha comido.

Ela sorri por que ela sabe, que lá fora, além daquela cerca, tem alguém que realmente se importa com ela. E isso é suficiente pra fazer seu mundinho mais feliz.


São pequenas coisas. Que a gente nunca esquece. Parabéns irmã, feliz aniversário. Amo você.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

É como se eu tivesse ganho um presente. Um presente maravilhoso. Aquilo que eu sempre quis. Eu poderia brincar com aquilo por toda a eternidade se fosse possivel.
Mas eis a crueldade.
Desde que ganhei isso venho ouvido como devo  'brincar'. Tenho regras a seguir.
Mas isso é tão chato.
Esse brinquendo me trás um leque tão grande de possibilidades.
Coisas que eu poderia fazer, que fariam eu me sentir bem. E isso sem fazer mal a ninguém.
Mas há regras.
 E pessoas que eu amo podem se machucar se eu não segui-las.
Se machucar por ignorância, é claro. Por que como já disse, seriam atitudes que não fariam mal a ninguém.
É tragico.

Mesmo assim. Devo agradecer aos meus pais por terem me dado a vida.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

AliNaFrente.jpg



Então, pouco tempo atrás eu publiquei um delirio meu por aqui, intitulado "Ali na frente". E o Rodrigo acabou fazendo esse desenho inspirado nele. E eu adorei! Sério, bem parecido com o que eu imaginei. Obrigada!

História de Amor...

Um senhor se encontrava em seu leito de morte e sua senhora permanecia durante todo tempo ao seu lado. Utilizando das suas ultimas forças, ele disse:

- Véia, desde que nós nos casamos, eu sempre comi a casca do pão, apenas pra deixar o miolo para você, já que é a melhor parte.

- Mas véio, minha parte preferida sempre foi a casca, e eu comia o miolo por que achava que você não gostava.

Aí o velho morreu.

Moral da história: EM RELACIONAMENTOS PRECISA HAVER DIÁLOGO, PORRA!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Crianças...



Nós éramos felizes... E sabíamos disso!