Havia uma garotinha. Ela devia ter no máximo 8 anos.
Ela estava no patio da escola. Era hora do recreio.
Sabe, ela sempre se sentiu diferente das outras crianças.
Ela era mais quieta.
Ela era encantada com o próprio mundo que havia criado em sua imaginação.
Ela achava as outra crianças chatas, nunca teve uma conexão com qualquer uma dali.
Podia dizer que se sentia sozinha ali. Olhava em volta e sentia falta de alguém que realmente a olhasse.
De repente ela olha ao longe, havia um silhueta conhecida. Ela corre na sua direção e da de cara com aqueles olhos e sorriso, já conhecidos desde que ela podia se lembrar.
"Oi" Ela agarra na cerca
"Oi, tudo bem? O que você está fazendo?"
"Nada. Brincando"
"Você esta com fome? Quer dinheiro pra comprar alguma coisa?"
A menina não responde. Pode parecer mentira, mas ela realmente se incomodava em dar trabalho ou despesas para quem não precisava fazer isso por ela.
"Toma, compre um doce, um lanche, alguma coisa"
As pequenas mãos pegam o dinheiro oferecido.
Depois de mais algumas palavras, a menina sai correndo na direção da cantina. Ela sorri.
Ela não sorri pelo dinheiro, ou por que realmente tinha fome. Não. Se ela quisesse ela já tinha comido.
Ela sorri por que ela sabe, que lá fora, além daquela cerca, tem alguém que realmente se importa com ela. E isso é suficiente pra fazer seu mundinho mais feliz.
São pequenas coisas. Que a gente nunca esquece. Parabéns irmã, feliz aniversário. Amo você.
Somente Ida
Há 11 meses
Um comentário:
Muito bonito este conto Jô!
Gostei! :)
Quem se importa está sempre atento...
;)
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