sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Oi bem?

Você não come porco? Precisa esconder a cabeça? Se ajoelhar e rezar voltado à certo ponto, em certo horário? Acha que homossexualidade vai contra a natureza? Acredita que só vivemos nesse inferno, por que um dia uma mulher ouviu uma cobra? Não pode mostrar as pernas? Abre mão de 10% do seu salário? Acha digno se explodir e explodir outras pessoas em nome da fé? Acredita que seus desejos se realizarão se você jogar oferendas ao mar? Resolveu ir contra todo mundo e se juntar ao suposto 'lado do mal'? Entoa mantras por aí? Acha que haverão sete virgens te esperando no céu?  Acha que voltaremos várias vezes à terra em corpos diferentes? Você não se depila?

Meu amigo, o problema (ou o êxito, como assim quiser) é seu. Não queira me impor ‘normas’ que não estão de acordo com minha crença.

Obrigada.

3 comentários:

Rodrigo Couto Zeferino disse...

Sempre achei sinistro a imposição de conceitos religiosos.. Acho totalmente antagônico. Uma coisa é expor seus argumentos outra é enfiar goela baixo como se fossem fazer um foie gras. Não pense, não reflita, não questione, aceite e quando terminar não vomite de volta.

Eric Monné disse...

Só pra explicar o motivo dos religiosos quererem impor suas crenças: eles as vêem como seus "conhecimentos", eles se sentem iluminados pela graça divina por possui-los. Quando temos um conhecimento, é normal que queiramos que outras pessoas concordem conosco ao conhecer nosso argumento. A imposição, entretanto, é própria da religião, que se baseia na diferença entre sagrado e profano. Eles crêem estar ligados ao sagrado e, conseqüentemente, se vêem no direito de impor o que pensam aos profanos. Eu preferiria que eles simplesmente pensassem que nós queremos ir ao inferno espontaneamente e entendessem isso como uma escolha pessoal. Ou então morressem. As duas opções são boas o bastante.

Eric Monné disse...

Ah, excelente postagem! :)